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Escrito por andrielly   
Qua, 25 de Janeiro de 2012 16:44

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Por Gilmar Lisboa

 

Se quiser mesmo se viabilizar para um segundo mandato, nas eleições de outubro próximo, o candidatíssimo prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PSD), tem de correr para anular a imagem de “terra arrasada” a que está atrelada a administração que herdou do ex-prefeito Murilo Domingos (PR), cassado por suposta improbidade administrativa.

Isso significa tirar o nome do município da lista negra das cidades com débitos, por exemplo, com o INSS, o que impede repasses estaduais e federais à prefeitura; equacionar as despesas e receitas do Executivo; dar um fim aos problemas estruturais que rondam o Departamento de Água e Esgoto (DAE), atolado em uma dívida que beira os R$ 80 milhões, e principalmente colocar a casa em ordem no âmbito da Saúde.

No caso deste último setor, o mais complicado da gestão herdada por Zaeli, o problema se agrava a cada dia que passa em função da crise que insiste em afetar o Pronto-Socorro Municipal (PSM), mergulhado em denúncias, principalmente, de mau atendimento, mau uso de recursos públicos, e uma greve de médicos que se torna cada vez mais iminente, em função do atraso, em seis meses, de 60% dos salários desses últimos profissionais.

Fora esses graves problemas que atormentam Zaeli, que assumiu, oficialmente, a prefeitura, há pouco mais de 60 dias e ainda é desconhecido de grande parte do eleitor do município, o mandatário se depara com outras questões que não o deixam dormir e, por consequência, ameaçam seu projeto de reeleição.

Entre elas, um início de rebeldia de vereadores de sua base na Câmara, que tiveram apadrinhados demitidos pelo prefeito na reforma administrativa recém iniciada, a precariedade das ruas e avenidas, tomadas por buracos, e uma crise que tem deixado cambaleante o setor de investimentos, sem recursos em caixa para sair do atoleiro.

Além disso, Zaeli se depara com um outro grave problema que pode lhe tirar significativos e preciosos votos nas eleições municipais: o fato de sua imagem ainda estar muito colada a de Murilo Domingos, de quem ele foi vice até a derrocada do então prefeito em meados de 2011.

Portanto, se não contidos ou pelo menos amenizados nos cerca de oito meses que ainda restam para o pleito de outubro, os problemas que cercam a gestão de Zaeli podem aniquilá-lo numa velocidade igual ou maior do que aquela que o alçou ao poder, com a derrocada de seu antecessor.

Cabe, portanto, ao prefeito, mexer com uma “precisão de mestre” as pedras do intrincado tabuleiro político em que está inserido e que pode, ao mesmo tempo, dar-lhe fôlego na seara política municipal, ou jogá-lo para a vala dos gestores de pouca duração no poder regional.

 

Gilmar Lisboa é Jornalista, repórter e trabalhou como editor de jornais impressos, revistas, sites, TVs e assessoria de imprensa

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