Dias atrás, o senador José Pedro Taques deu a seguinte declaração à imprensa. “Eu disse a ele (Juiz Julier Sebastião) que pessoas como ele devem vir para a política, senão os vagabundos vão tomar conta". Para Taques, todos, incluindo seus eleitores que eventualmente quisessem disputar alguma eleição, são vagabundos.
Pois é com esta mesma empáfia do nobre senador que ora apresentamos, senhoras e senhores, os vagabundos de Pedro taques:
Luciane Bezerra – Deputada interiorana, chegou a Assembleia por vias tortas, seu esposo, Oscar Bezerra, um ficha-suja condenado por improbidade administrativa e inúmeros processos nas costas, não pôde concorrer e colocou-a em seu lugar. Mas não se trata apenas de uma esposa errante de um marido ímprobo. Luciane Bezerra também responde 3 processos, sendo um deles por desvio de verba na Secretaria de Ação Social de Juara, quando também era primeira dama do município. Categoricamente, acusada de desviar R$ 10 mil reais da secretaria que comandava.
O casal, investigado por desvios – ele condenado, ela dando seqüencia aos tentáculos de pecuaristas e madeireiros do nortão que entraram na política e acumularam fortuna – Somente a declaração de bens de Luciane chega a mais de 15 milhões, de seu marido, perto de 60 milhões. Jorrando dinheiro pelo ladrão, o casal conseguiu 14.254 votos nas últimas eleições (Na campanha, fez dobradinha com um deputado republicano que hoje está no PSD, de Riva. O vídeo-gravação da infidelidade está nas mãos da direção nacional do PSB), a seqüência de acontecimentos colocou Luciane na Assembleia como uma espécie de testa de ferro do marido Oscar, a quem, de fato, pertence o mandato. Não se sabe, portanto, com que moral ela se apresenta para fiscalizar qualquer coisa em Cuiabá, já que em sua pequena cidade, além de não ter fiscalizado a gestão do marido, também ajudou desviar.
Zeca Viana – Outro deputado do interior. Bem recebido e acolhido pelo povo cuiabano, saiu por aí dizendo que não merecíamos ter a Copa. Ou que foi um erro nossa escolha como sede. É claro que o orgulho cuiabano não iria deixar por menos: ‘Vagabundo!’ foi o predicado mais leve que usaram para ‘elogiá-lo’ nas redes sociais. O erro, neste caso, foi tê-lo sufragado e colocado na condição de representante político, embora seus votos tenham saído dos grotões da região onde foi prefeito.
Bom lembrar que Viana é presidente do PDT regional, ocupou o cargo após uma espécie de roque de xadrez, onde o ex-presidente, Pedro Taques, virou vice, colocando Viana na linha de frente, a fim de escapar das críticas e do provável desastre que seu partido irá protagonizar nas eleições deste ano, e principalmente, após ter loteado os cargos do partido na capital e interior com gente ligada ao ramo dos combustíveis, inclusive, agentes de um determinado poder bastante temido, que começam estender os tentáculos comerciais, escoimados por laranjais e políticos que só enxergam vagabundos em função das lentes que miram seu próprio redor, pessoas envolvidas na cobertura da base financeira-política onde Taques e seus súditos se apresentarão como candidatos a salvadores da pátria em eleições vindouras.
Gilberto Goelner - Subsidiário do poder que o grupo de Taques está montando em Rondonópolis, também liderado por Adilton Sachetti. Goelner foi ex-senador pelo PSDB na vaga do saudoso Jonas Pinheiro, produtor e defensor ferrenho dos latifundiários. Em sua efêmera e risível passagem por Brasília, segundo o Jornal do Brasil, além de contratar a Consultoria Empresarial R&N, mesmo tendo o congresso cerca de 170 funcionários aptos para o serviço, Goelner ainda manteve funcionários fantasmas em seu gabinete. Uma de suas funcionárias, após meses em seu gabinete, foi alçada a vaga na primeira secretaria do senado, sem no entanto nunca ter comparecido, a não ser na boca do caixa para receber o pecúnio. Como se não bastasse os gastos exorbitantes do senador em jantares luxuosos utilizando verba indenizatória em restaurantes como ‘Fogo de Chão’, dos mais chiques e badalados de Brasília. E não parou por aí, Goelner ainda teve que devolver dinheiro ao senado por estar ocupando apartamento funcional e mesmo assim receber auxílio-moradia, num ato de má fé e locupletação de dinheiro público que homem honrado não teria. Então, quem são mesmo os vagabundos, senhor moralidade?
Agiota nº1 – Pequeno milionário, cujo nome não será revelado em respeito a seu pai, que lhe deu sobrenome e é honrado. Carrega políticos como Taques e alguns deputados no bolso e nos aviões (Agiota à la Arcanjo Ribeiro, que empresta dinheiro e recebe benefícios) tendo sido um dos que financiaram as idas e vindas e o trânsito político de Pedro Taques pelo interior sem que fosse declarada as ‘doações’, além de ter sido o avalista do mesmo em rodas do alto empresariado, cujos interesses foram absorvidos em sua campanha.
Aldo Locatelli – Dispensa apresentações. Presidente do sindicato dos revendedores de combustíveis em MT, e agora também tomando conta da distribuição de gás no estado. Patrimônio declarado em torno de 25 milhões, é o mais visível, bruto e fanfarrão do grupo, tido por muitos como o mentor e chefão da organização. Embora caia em esparrelas simplórias ao ter o ego provocado, Locatelli não nega a ameaça de cobrir ofertas em vários veículos de comunicação onde possa render visibilidade, elogios e divulgação do braço político da tropa, a quem prometeu defender até a morte, o senhor excelentíssimo senador da república, Dom Pedro Taques I. Em nome da organização, Locatelli começa investir pesado também em comunicação, tendo comprado alguns periódicos como o jornal do ônibus e erguendo a própria torre de TV (próximo ao sindicato que comanda), formando uma rede de divulgação dos feitos do grupo e achincalhe de eventuais adversários, claramente com propósitos políticos. De passado obscuro, tenta apagar as pegadas na pseudo-hombridade que constrói nos meios de comunicação que compra ou lhe são afáveis.
Mauro Mendes: O nome é bem conhecido. Em duas eleições (2008 e 2010), este arquétipo de empresário, muito bem sucedido, por sinal foi emparedado num dos debates pelo então concorrente, Silval Barbosa, que perguntou o que ele achava de empresários que compravam cartas de crédito de funcionários desesperados por R$ 2, 5 ou 10 mil reais e as revendiam por R$ 100, 200, 300 mil. E o episódio das cartas de crédito é somente um nesta seara que envolve este protótipo de político que, confessadamente, gostaria de ser prefeito para impedir que o VLT fosse construído em Cuiabá.
Mauro Mendes transita entre o ser político e ser milionário. Deixa-se fotografar como bom vivant, entre Angra e Europa, à bordo de navios, jatos e iates. De Mendes, também se descobriu traços de calote com credores e cabos eleitorais, cheques sem fundo, compra de partidos e lideranças, antenas construídas por sua empresa que caem e matam, entre outras coisas que certamente aparecerão no horário eleitoral.
Otaviano Piveta – O Rombo (ou seria roubo?) da Cooperlucas falaria por si só, não fosse o episódio grotesco da sua imagem saindo da vida pública pelas portas da mediocridade. Tentou emplacar um governador, subsdiou um senador e, neste intervalo, teve seu processo arquivado misteriosamente. O rombo, de conhecimento recíproco da população, remete hoje a algo em torno de 2 bilhões de reais, em valores corrigidos, devidamente surrupiados de instituições financeiras de direito público. Ou seja, dinheiro do contribuinte. Bom lembrar que Piveta era um dos principais cabos-eleitorais do senador contra corrupção. Mas cuja corrupção foi acobertada.
Estas linhas não são para atacar Pedro Taques, como foi oferecido por um outro agiota que fugiu de Cuiabá para cometer seus crimes em Brasília, tendo sido, inclusive, preso por estas paragens, até em função de um trabalho de desarticulação do crime organizado realizado por gente séria do MP e da justiça. Nem para defendê-lo ou protegê-lo de críticas, como já nos procurou e insinuou alguns de seus amigos e defensores, entre eles o agiota nº 1. Apenas a verdade, nada mais que a verdade. Doa quem doer, custe o que custar!
Taques não é Deus, nem santo, nem pode sair por aí chamando todo mundo de vagabundo, como se estivesse inserido em uma sociedade particular criada apenas para os seus, na qual aponta o dedo e declara as sentenças, condenando todos que se atrevem a não lhe dobrar a espinha. Taques tenta pregar o medo, faz das suas sentenças o cetro que distribui arroubos e arrogâncias por onde passa. Usa o nome do Ministério Público deliberadamente, como se fosse propriedade particular.
Este nobre senhor está rodeado de gente que roubou, lucrou desonestamente, enriqueceu ilicitamente, fez fortuna de maneira obscura, enganou o fisco, burlou a legislação, obteve financiamentos indiretos, sonegou informações a justiça eleitoral, enfim, tão vagabundos quanto os que acusam, tão desonesto com as palavras quanto os demais, embora se esconda nas acusações das coisas que também faz, dos erros que também comete, de uma propaganda que finge estar longe do lodaçal que envolveu sua história antes de chegar ao ápice de algo que imagina ser: um protótipo de líder.
Não se enganem, senhores e senhoras, estamos diante de um grupo articulado, unido e meticuloso. Seus tentáculos se articulam para as próximas eleições, o que, de fato, não é nenhuma novidade e até faz parte do jogo político. Mas fazê-lo de forma dissimulada, como se fossem santos e apontando o dedo para todos os outros agentes políticos do estado nos remete a uma época, onde também já falamos de flores. A investida de Taques e seu grupo contra o VLT em Cuiabá, por certo, é a mão que balança o berço dos empresários dos combustíveis, o que renderia ao grupo um ganho em milhões e milhões que, talvez em um contrato com o escritório de sua esposa, irrigaria sua campanha em eleições vindouras.
A frase, soltada talvez sem querer, mas efetivamente dita por Taques numa saudação de final de ano ao povo brasileiro, asseverou: “Devemos lutar contra o estado democrático”. É claro que foi um ato-falho, mas a verve de sua investida contra este pobre jornalista que já tem perto de 84 mil reais de multa para pagar, não deixa dúvida sobre sua sentença a opiniões diferentes das suas. Quanto mais acompanhadas de provas e demonstrações inequívocas como as que descrevemos nestes primeiros 4 artigos.
Resta-nos somente algo a dizer: Se cuidem. O pior ainda está por vir!
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