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Pinheiro assume Alencastro por 10 dias Imprimir E-mail
Sex, 17 de Fevereiro de 2012 18:05

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O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), assume interinamente a Prefeitura de Cuiabá nesta sexta à tarde. A transmissão do cargo acontece após a sessão extraordinária. Depois da pressão do colega petebista, Chico Galindo decidiu tirar férias de 10 dias, de 17 a 27 deste mês. Pinheiro queria um prazo maior na cadeira de chefe do Executivo municipal, mas o prefeito, um tanto temeroso, não aceitou "esticá-lo". Galindo fez algumas recomendações ao substituto, uma delas de não mudar o quadro de secretários. Fez essa ponderação porque o desejo de Pinheiro é de exonerar desde já pré-candidatos a vereador e que estão no primeiro escalão, como Dilemário Alencar (Trabalho e Desenvolvimento Econômico), Luiz Poção (Cultura) e João Emanuel (Habitação).

Esta é a segunda vez que Pinheiro se torna prefeito interino. Na primeira, em julho do ano passado, ficou no comando da Capital por duas semanas, quando Galindo viajou para Portugal. Trata-se de uma figura emblemática e polêmica. É um empresário falido e que, na vida pública, voltou à cadeira de parlamentar por causa da cassação do então vereador Ivan Evangelista (PPS). Mesmo sob desgaste e desconfiança, Pinheiro consegue marcar posição por ser matreiro e bom articulador político.

Em 2008, Júlio Pinheiro chegou a ficar desempregado e a pedir ao prefeito um cargo DAS. Na época havia perdido para vereador de cuja eleição saiu com 3.232 votos. Por onde passou, arrumou confusão. Ele presidiu o Mixto e deixou o time endividado. Na Agência de Habitação, durante a gestão Wilson Santos, teve uma atuação pífia. Pinheiro assume a prefeitura porque Galindo não tem vice. Nesse caso, o substituto imediato passa a ser o presidente da Câmara, que controla um duodécimo mensal de praticamente R$ 2 milhões.

A primeira experiência de Júlio Pinheiro como prefeito interino foi marcada por muita polêmica. Com sede de poder, ele tratou logo de deixar o que chama de "legados" e, assim, saiu atropelando etapas. Em duas semanas, apresentou projeto que transferiu a gestão da água e esgoto do município para iniciativa privada e baixou decreto, determinando a desapropriação do estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha.

A intenção de Galindo, de fato, seria fazer a concessão, mas depois de realizar audiências públicas, enfim, de preparar o "espírito" do cuiabano para esse processo. Como Pinheiro não teve cautela, reforçando a tese de "sem planejamento", a crise tomou proporção alarmante, com intervenção de vereadores, de entidades organizadas, do Ministério Público e da Justiça. Até hoje, o prefeito acumula desgaste por conta das ações de Pinheiro enquanto prefeito interino.

 

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