| Lei da Palmada corre o risco de não ser aprovada no Congresso |
|
|
| Seg, 20 de Fevereiro de 2012 19:01 |
|
Brasília - O polêmico projeto de lei que proíbe os pais de castigarem fisicamente os filhos corre o risco de não ser aprovado pelo Congresso Nacional. Depois da anuência, em caráter terminativo, da comissão especial criada para analisá-lo, o projeto deveria ter sido encaminhado ao Senado, mas está parado na Mesa Diretora da Câmara. O texto aguarda a votação de seis recursos para que seja votado também no plenário da Casa. Os deputados que apresentaram os recursos querem que a matéria seja discutida no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. Esses parlamentares esperam que a proposta seja rejeitada, quando a maioria dos deputados tiver acesso ao texto. Na comissão especial, apenas um grupo pequeno de parlamentares teve a oportunidade de apreciar e votar a proposta – que foi aprovada por unanimidade. Para um dos deputados que apresentou recurso, Sandes Júnior (PP-GO), a matéria é complexa e merece ser debatida por mais tempo com um número maior de parlamentares. “Trata-se de matéria polêmica, objeto de acaloradas discussões na referida comissão especial, porém sem a necessária visibilidade e amadurecimento que a importância do assunto exige”, justificou no recurso. Declaradamente contrário ao projeto, o deputado Augusto Coutinho (DEM-PE) também apresentou recurso para que o texto seja discutido no plenário da Câmara. Para ele, as relações familiares não podem ser ditadas pelo Estado. “É indubitável que devam existir mecanismos para proteger a criança e o adolescente da violência, seja essa doméstica ou não. Contudo, não pode ser concedida ao Estado a prerrogativa de ingerência desmedida nos lares brasileiros”, defendeu o deputado. O projeto, de autoria do Poder Executivo, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para estabelecer que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação, ou qualquer outro pretexto”. O texto determina ainda que é considerado castigo corporal qualquer forma de uso da força física para punir ou disciplinar causando dor ou lesão à criança. A proposta, que ficou conhecida como Lei da Palmada, também estabelece que os pais que cometerem o delito deverão passar por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e receberem uma advertência. Eles, no entanto, não estão sujeitos à prisão, multa ou perda da guarda dos filhos. Os médicos, professores ou funcionários públicos que souberem de casos de agressões e não os denunciarem ficam sujeitos à multa que pode chegar a 20 salários mínimos.
Aência Brasil blog comments powered by Disqus |
-
Assembleia terá concurso ainda neste ano
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Geraldo Riva (PSD), garantiu que haverá um concurso público na Casa para... -
Excesso de chuva deve provocar queda na temperatura em MT
A umidade diminui um pouco, mas ainda há previsão de chuva para todas as regiões de Mato Grosso nesta sexta-feira (18). No extremo oeste do... -
Safra de Milho
Comercialização do milho de MT chega a 61% no mês de maio A comercialização da safra 2011/12 de milho alcançou 61,4% dos mais de 11 milhões... -
Portadores de deficiência física terão meia entrada nos jogos da Copa
Tramita na Câmara Municipal, Projeto de Lei que institui a meia entrada para portadores de deficiência física nas sessões de cinema, teatro,... -
Lei Seca
Comissão da OAB/MT analisa possibilidade de realizar marcha. A Comissão de Direito de Trânsito da OAB/MT estuda a possibilidade de...






